Zine Culture, o espírito Do It Yourself na prática

Desde sua fase embrionária o punk contou com uma grande ajuda de outro fenômeno contra-cultural: os fanzines, publicações quase sempre feitas em fotocópias, com tiragens mínimas, periodicidade irregular (quando a possuem) e fora de qualquer padrão jornalístico. Os fanzines foram fundamentais como espaço de divulgação para as bandas punk, assim como para o cenário underground que se fortaleceu após a “explosão” punk/new wave de 1976-77. Há … Continuar lendo Zine Culture, o espírito Do It Yourself na prática

The Pop Group: um grupo nada pop

Lá por 1980 ou 81, comprei um compacto do Pop Group, na extinta e saudosa Wop Bop Discos. Não conhecia e nem jamais tinha ouvido falar deles. O que me motivou a comprar o artefato foi a capa, que tinha a letra de We’re All Prostitutes, a principal faixa do single (em tradução livre abaixo). Somos todos prostitutas Todos temos um preço E você também vai aprender … Continuar lendo The Pop Group: um grupo nada pop

Pós-Punk: o (anti) gênero musical que remodelou o rock do final do século XX

Se há controvérsias quanto ao surgimento do punk, e até mesmo sobre o que é o punk, quando se trata de “pós-punk”, a coisa se complica ainda mais! Que porra é essa, afinal? Difícil explicar, pois o único ponto difícil (mas não impossível) de ser questionado é que “pós”, só pode ser o que vem depois. Portanto, mesmo que haja antecedentes quanto ao som, só … Continuar lendo Pós-Punk: o (anti) gênero musical que remodelou o rock do final do século XX

Entrevista com Redson (Cólera)

O Cólera é uma das bandas pioneiras do punk brasileiro, mas diferentemente da maioria dos grupos que surgiu na década de 70, nunca deixou de existir. Das bandas brazucas antigas, o Cólera é a única que nunca “voltou” ou “ressuscitou”, pois de um jeito ou de outro manteve-se em atividade desde sua criação, há 40 anos, mais ou menos. A importância do Cólera para o … Continuar lendo Entrevista com Redson (Cólera)

Entrevista com Ariel (Restos de Nada)

Restos de Nada foi um dos grupos pioneiros do punk rock brasileiro  referência para os punks das periferias paulistanas dos anos 70. Ainda hoje ecoa na minha cabeça a galera completando a frase “Temos de derrubar…. a classe dominante!/Temos de liquidar…. a classe dominante!” ou o refrão de Desequilíbrio (música dos Condutores, mas que ficou famosa com eles), outro clássico do punk nacional, assim como Ninguém é … Continuar lendo Entrevista com Ariel (Restos de Nada)

A Stiff Records e sua aposta nos alicerces do punk

A Stiff Records não foi um selo dedicado exclusivamente ao punk (bem poucos o foram na década de 70), mas teve papel fundamental na cena londrina. Foi a Stiff que lançou o compacto de estreia da Damned, considerado como o primeiro disco “autenticamente” punk inglês. Claro que há controvérsias a respeito. Mas, foda-se… A história da Stiff começou no verão de 76 quando Jake Rivera … Continuar lendo A Stiff Records e sua aposta nos alicerces do punk

Ton Steine Scherben, na raiz do anarco-punk germânico

Na virada da década de 60 para 70, a Europa fervia com os movimentos estudantis. Não foi só na França que carros foram incendiados, pessoas sequestradas e bombas detonadas. Havia o pessoal do flower power, contestador e pacifista, mas também vários grupos mais radicais e violentos. Na Alemanha, particularmente, a moçada partiu para a ação direta, inclusive com grupos terroristas. O mais famosos deles foi … Continuar lendo Ton Steine Scherben, na raiz do anarco-punk germânico

Cult Maniax: entre o punk e o hardcore

Cult Maniax é (ou foi) um grupo inglês da cidade de Torrington, idealizado pelo vocalista Big Al (Alan Mitchell), o guitarrista Rico Sergeant, o baixista Michael Steer e o baterista Paul Mills. O pico de atividades do culto (os maníacos eram os fãs) foi entre 1980 e 86. Quando tudo começou, Big Al já era m pouco mais velho que os demais integrantes, sabia tocar … Continuar lendo Cult Maniax: entre o punk e o hardcore

(Impatient) Youth, o som certo na hora errada

De volta ao mundo das bandas desconhecidas e não reconhecidas, o Factor Zero relembra o (Impatient) Youth, da cidade de Vallejo, ao norte de San Francisco. Com um som melódico recheado de referências sessentistas, o (I.)Y. ajudou a pavimentar o caminho para o um estilo de punk que na década de 90 se popularizou com bandas como o Green Day. O (Impatient) Youth conviveu e dividiu … Continuar lendo (Impatient) Youth, o som certo na hora errada

The Mekons, acima de rótulos

Uma das características do Factor Zero enquanto fanzine impresso era falar também de bandas na época chamadas “new wave” e que hoje carregam o rótulo de “pós-punk”, seja lá o que for uma e outra coisa. No fundo, são apenas rótulos. E uma das bandas pioneiras desse estilo foi o The Mekons. Na verdade, o primeiro The Mekons, que durou até 1982, uma vez que … Continuar lendo The Mekons, acima de rótulos

Raw Records, um selo punk por excelência

Lee Wood é um desses punks de nascimento. Nos anos 60 curtia bandas de garagem e tocou em grupos obscuros como The Antlers, The Pype Rhythms, The New Generation, The Sex, e LSD. Por volta de 1973 montou uma loja de discos em Cambridge chamada Remember Those Oldies, na qual vendia raridades garageiras e singles de bandas tão conhecidas quanto aquelas em que tocou. Quando a … Continuar lendo Raw Records, um selo punk por excelência

Los Violadores, pioneiros do punk “porteño”

Nos anos 70, a América do Sul sofria sob o peso das botas e fuzis militares. Entre as ditaduras do continente é difícil dizer qual foi a mais sangrenta e repressora, mas certamente a da Argentina é forte candidata a esse “título”. Assim, por lá também foi natural o surgimento do punk, mesmo sob uma violenta repressão, que tinha olhos e ouvidos por todos os … Continuar lendo Los Violadores, pioneiros do punk “porteño”

Pesadelo em Vancouver, mais raízes do punk canadense

De volta à cena punk canadense, vamos atravessar o país de Toronto até Vancouver,  numa trip de 4.380km… A primeira banda a fazer um som punk por lá foi o The Furies, embora um outro grupo, formado só por minas, tenha surgido quase ao mesmo tempo: o The Dishrags (na verdade, elas eram de Victoria, que fica ao lado de Vancouver). Ambos tiveram uma vida … Continuar lendo Pesadelo em Vancouver, mais raízes do punk canadense

Chelsea, uma lenda viva do punk rock

O bairro londrino de Chelsea atualmente é mais conhecido pelo time de futebol que leva seu nome mas, curiosamente, tem seu estádio – o Stamford Bridge – no bairro vizinho de Fulham. É famoso também como um bairro boêmio, local de encontro de artistas (e) marginais. Não por acaso, tem uma ligação muito forte com a música underground e, claro, as raízes do punk inglês. … Continuar lendo Chelsea, uma lenda viva do punk rock

The Warsaw Pakt, nas entrelinhas da história do punk…

O The Warsaw Pakt entrou para a história do rock como a banda que fez Ian Curtis e seus amigos mudarem o nome do grupo de Warsaw para Joy Division. Entretanto, o grupo londrino não chegou a um ano de duração, enquanto o ex-Warsaw… bom, todo mundo sabe! Nas entrelinhas, porém, o Warsaw Pakt tem muito mais história para contar, além dessa curiosidade. Uma delas, … Continuar lendo The Warsaw Pakt, nas entrelinhas da história do punk…

Good Vibrations Records: o pequeno gigante do punk norte-irlandês

Nos anos 70, Belfast era uma cidade tão segura quanto Bagdá ou Cabul atualmente. A Irlanda do Norte, ou Ulster, sofria com uma onda de violência por motivos políticos e divergências religiosas que dividem o país até os dias atuais. A diferença é que depois de muitas mortes sem sentido, alguns acordos foram selados e a situação está bem mais tranquila, embora não totalmente resolvida. … Continuar lendo Good Vibrations Records: o pequeno gigante do punk norte-irlandês

Wipers, a fantástica fábrica de clássicos punk

Concebido em 1977 pelo guitarrista e vocalista Greg Sage, o Wipers, sem exagero, está entre as melhores bandas da história do punk rock. Poucos grupos criaram um estilo tão próprio. E por que uma banda tão talentosa, com pelo menos um LP no rol dos dez melhores de todos os tempos, não ganhou fama e fortuna? A resposta é simples: por que Sage também é … Continuar lendo Wipers, a fantástica fábrica de clássicos punk

Blitzkrieg Bop, ramoníacos do norte da Inglaterra

Uma banda chamada Blitzkrieg Bop e cuja música mais famosa tem o título de Let’s Go. “Mais um clone dos Ramones” é o primeiro e mais natural julgamento que vem à cabeça. Não é bem assim. Apesar do nome ter sido realmente inspirado no clássico do grupo novaiorquino e de fazer o velho e bom punk rock, genialmente primitivo e com pouquíssimos acordes, as semelhanças … Continuar lendo Blitzkrieg Bop, ramoníacos do norte da Inglaterra

Pesadelo em Toronto 4 (as raízes do punk canadense): Teenage Head

O Teenage Head, ao lado das bandas citadas nos outros posts da série “Pesadelo em Toronto”, foi mais uma das pedras fundamentas do punk canadense. O grupo foi criado em 1975 por quatro colegas de faculdade: Frank “Venom” Kerr Jr (vocal), Gordon “Lazy Legs” Lewis guitarra, Steve “Marshall” Mahon (baixo) e Nick Stipanitz (bateria). Eram todos fãs de Iggy and The Stooges, MC5, Flamin’ Grooves e … Continuar lendo Pesadelo em Toronto 4 (as raízes do punk canadense): Teenage Head

Pesadelo em Toronto 5 (as raízes do punk canadense): The Curse

A The Curse é candidatíssima ao posto de primeira banda punk formada apenas por mulheres na América do Norte, ao lado das Dishrags (curiosamente também canadenses, mas de Vancouver). E costuma surpreender quem começa a descobrir a real história do punk. As minas se juntaram mais ou  menos na metade o de 1977, ou seja, até então não havia nenhuma banda punk 100% feminina nem no … Continuar lendo Pesadelo em Toronto 5 (as raízes do punk canadense): The Curse

Pesadelo em Toronto 3 (as origens do punk canadense): The Ugly

O The Ugy foi oura das bandas pioneiras do Canadá. Era da mesma estirpe “sexo-drogas-violência-rock’n’roll” que o Viletones, mas com duas grandes diferenças: eram melhores musicalmente e piores como pessoas. Não gostavam muito das outras bandas, especialmente do pessoal do Diodes, que consideravam muito “artísticos”. Os integrantes do Ugly eram marginais mesmo, inclusive tiveram muitos problemas porque virava e mexia um deles estava em cana. … Continuar lendo Pesadelo em Toronto 3 (as origens do punk canadense): The Ugly

Pesadelo em Toronto 2 (as raízes do punk canadense): The Viletones

  Se o mundo se assustou com o comportamento dos Sex Pistols em Londres, a sorte é que os holofotes não se viraram para Toronto em 1977. O The Viletones certamente causaria mais indignação. Um artigo do jornal Record Week descreveu o grupo como “a resposta cultural do Ocidente para Idi Amin Da Da” (para quem não sabe, trata-se do ex-presidente de Uganda que tinha … Continuar lendo Pesadelo em Toronto 2 (as raízes do punk canadense): The Viletones

Pesadelo em Toronto 1 (as raízes do punk canadense): The Diodes

O punk canadense tem uma história tão (ou mais) rica e interessante quanto a de suas duas principais crias, dissecadas nos posts anteriores (D.O.A. e Subhumans), ambas de Vancouver que, entre 1977 e 1982, possuía uma cena bastante agitada. Mas outras cidades também desenvolveram cenas intensas. Algumas, como Toronto, realmente surpreendentes. A proximidade com New York certamente foi determinante para isso e, não por mera … Continuar lendo Pesadelo em Toronto 1 (as raízes do punk canadense): The Diodes

D.O.A., quatro décadas de estrada

Subhumans e DOA são crias do mesmo útero, gêmeos separados no nascimento. Em 1978, após o fim do Skulls e da experiência “Wimpy and The Bloated Cows” em Toronto, Joey “Shithead” Keithley retornou a Vancouver e não demorou saiu a procura de comparsas para montar uma nova banda. Inicialmente convidou um certo Randy Archibald, que tocava com um grupo chamado Looney Tunes, para a bateria, … Continuar lendo D.O.A., quatro décadas de estrada

Male: outra pedra fundamental do punk alemão

O Male está entre as pedras fundamentais do punk germânico, junto com o Big Balls and The White Idiot, e o The Neat, de Dortmund. Formado no final de 76, em Düsseldorf, costuma ser apontado como o primeiro grupo realmente punk (seja lá o que isso signifique). Já que é assim, vamos falar sobre punk um pouquinho. Um parênteses Foram muitos os “pioneiros” do punk. Desde os … Continuar lendo Male: outra pedra fundamental do punk alemão

Menace, o punk de origem suburbana e operária

Formado em 1976, o Menace é uma das bandas da “primeira onda” que mais abraçaram a postura punk. De origem suburbana e operária, o grupo teve participação fundamental no surgimento de uma “corrente” mais politizada e confrontadora do punk, que teve representantes como Sham 69, UK Subs, Angelic Upstarts, Cockney Rejects e tantos outros. No entanto, o Menace não conseguiu a mesma exposição que as bandas … Continuar lendo Menace, o punk de origem suburbana e operária

Big Balls & The Great White Idiot, o “factor-zero” do punk alemão

“Die muzik is tot – es lebe der punk!!!” A frase, em alemão, pode ser traduzida por “a música está morta – o Punk está vivo”. Era com estas palavras que o vocalista Baron Adolf Kaiser costumava abrir os primeiros shows do Big Balls & The Great White Idiot. O grupo pde ser considerado o “factor zero” do punk alemão. Criado em 1975, sob forte influência de … Continuar lendo Big Balls & The Great White Idiot, o “factor-zero” do punk alemão

Slaughter and The Dogs, os roqueiros mais punks de Manchester

Slaughter and The Dogs sempre foi uma das minhas bandas favoritas. O primeiro som deles que ouvi foi Twist and Turn, por volta de 1979, em uma fitinha gravada por alguém da turma da Vila Carolina. De cara, chapei com a agressividade do som, punk rock, com um pé bem firme no rock. O Slaughter é mais uma daquelas bandas que já existiam antes de o punk … Continuar lendo Slaughter and The Dogs, os roqueiros mais punks de Manchester

The Lurkers, apenas o “Ramones inglês”?

The Lurkers foi uma das bandas mais importantes e mais conhecidas na época da explosão punk. Desde o início, o Lurkers sofreu com uma (talvez justa) fama de ser “o Ramones inglês”, ou a “resposta inglesa ao Ramones”, etc. Tudo porque a voz de Howard Hall era incrivelmente parecida com a de Joey Ramone e o som básico de três acordes que faziam, não muito … Continuar lendo The Lurkers, apenas o “Ramones inglês”?

Subhumans, o punk político radical do Canadá

  “Garota, eu e você vamos lutar contra o mundo” Se ela acreditar nisso, ela acreditará em tudo o que lhe disserem “Eu nunca vou te abandonar, não até que as montanhas desapareçam” Se ele acreditar nisso, mostra que tem um pouco de confiança demais Ela é nada para ele, Ele é nada para ela E ambos são menos que isso pra mim Ambos tinham uma … Continuar lendo Subhumans, o punk político radical do Canadá

Sham 69, a banda que atraía confusão

Há bandas que ficam marcadas pela sonoridade, outras pelas letras, muitas também pela atitude e algumas pelo público que atraem. E há aquelas que reúnem tudo isso. O Sham 69 se encaixa perfeitamente nessa última categoria. Todos os integrantes das primeiras formações sempre fizeram questão de frisar que eram oriundos da classe trabalhadora, aquela parcela de todas as sociedades que sempre sofre com mais intensidade … Continuar lendo Sham 69, a banda que atraía confusão

The Kids, punk “made in Belgium”, safra 76

Quando se fala em rock’n’roll e afins, a Bélgica é um daqueles países que raramente são citados. Não dá para negar que foram poucos os grupos locais que conseguiram alguma projeção internacional. Mas essa pequena porção de território das terras baixas europeias, tem muita história para contar nessa área. Foi em Bruxelas que Jimi Hendrix apresentou-se pela primeira vez fora dos Estados Unidos, por exemplo. E, … Continuar lendo The Kids, punk “made in Belgium”, safra 76

New Face Records, o primeiro selo independente punk do Brasil

  A New Face Records foi o primeiro selo independente do Brasil dedicado exclusivamente ao punk rock. A história do selo começou com a Punk Rock Discos, loja do Fábio, vocalista do Olho Seco. Por volta de 1984, a loja que era o principal ponto de encontro dos punks paulistanos, foi praticamente expulsa das Grandes Galerias. O motivo: os outros lojistas reclamavam direto dos frequentadores. Ironicamente, … Continuar lendo New Face Records, o primeiro selo independente punk do Brasil

Rude Kids, a lenda nórdica punk-hardcore

Os países nórdicos sempre foram lar de algumas das bandas mais nervosas da história do punk. Já fiz posts sobre os finlandeses Briard e Lama. Outro grupo importante vindo do gelo é o sueco Rude Kids, criado em 1978 no bairro suburbano de Hagsätra, em Estocolmo por Lasse “Throw-It” Persson (bateria), Lasse Olsson (guitarra), Ola “Spaceman” Nilsson (baixo) e Bjorn “Böna” Eriksson (vocal). Antes do … Continuar lendo Rude Kids, a lenda nórdica punk-hardcore

Middle Class, a primeira banda de HC dos EUA?

O ano era 1978 e o mundo ainda tentava entender o que acontecia com os jovens. A crítica musical tentava explicar o que se passava com o rock’n’roll: estaria morto? Mas punk não é rock? E o punk também não havia morrido com Sid Vicious e o Sex Pistols? Então o que a molecada dos subúrbios estava fazendo? Por que não parava de aparecer bandas … Continuar lendo Middle Class, a primeira banda de HC dos EUA?

A aventura do The Adverts

O Adverts foi uma das bandas pioneiras da cena punk inglesa de 1976-77. A história desse grupo, que considero um dos mais originais (até hoje não ouvi nenhuma banda parecida), começa em 1974, em Torquay, uma pequena cidade litorânea da região sul da Inglaterra, onde Tim Smith era vocalista do Sleaze, uma obscura banda de rock que não saiu dos pubs locais. As coisas começaram a … Continuar lendo A aventura do The Adverts

Crass, revolução dentro da revolução

Yes that’s right, punk is dead, it’s just another cheap product for the consumer’s head Bubblegum rock on plastic transistors, schoolboy sedition backed by big time promoters CBS promote the Clash, but it ain’t for revolution, it’s just for cash Punk became a fashion just like hippy used to be and it ain’t got a thing to do with you or me Movements are systems … Continuar lendo Crass, revolução dentro da revolução

The Pagans, punk sem concessões. Treta, mesmo!

Originários de Cleveland, terra dos Dead Boys, O The Pagans começou em 77, liderado pelo vocalista Mike Hudson. Completavam a formação o guitarrista Mike Metoff, também conhecido por “Tommy Gunn”, o baterista (e irmão de Mike) Brian Hudson e o baixista Tim Allee. Esse quarteto tocou junto até meados de 79 e gravaram pelo menos oito compactos, mas nenhum álbum completo. Desde o início, o … Continuar lendo The Pagans, punk sem concessões. Treta, mesmo!

Lama, a fúria finlandesa

De volta ao gelado norte europeu, vamos falar sobre o Lama, um dos melhores (em minha inútil opinião, “o” melhor) grupos punk da Finlândia. Apesar de ser considerado parte da segunda (e mais produtiva) geração de bandas punks finlandesas, o Lama começou em 1977, em Puotila, na área suburbana de Helsinque. É certo que no início não tinham mais que umas poucas músicas e só foram se … Continuar lendo Lama, a fúria finlandesa

The Wall, incompreensivelmente subestimado

Na sequência da série “Grandes Bandas Incompreensivelmente Não Reconhecidas”, o Factor Zero fala hoje do The Wall, grupo de Sunderland, cidade de cerca de 300 mil habitantes no noroeste da Inglaterra e mais famosa pelo time de futebol local. É também a terra natal do Toy Dolls. Mas, com certeza, a melhor banda punk que já apareceu por lá foi o The Wall. O grupo … Continuar lendo The Wall, incompreensivelmente subestimado

Briard, pioneiro do punk finlandês

Brasil e Finlândia são países opostos em quase tudo. As maiores e mais claras diferenças são o clima e a situação econômica. Por isso, é ainda mais difícil explicar o por quê, mas o punk finlandês é bastante afinado com o brasileiro. Tanto que hoje existe até banda finlandesa com nome e letras em português, no caso, o Força Macabra, que já andou excursionando e … Continuar lendo Briard, pioneiro do punk finlandês

VKTMS, vítimas do destino

O VKTMS é uma banda californiana, mais precisamente de San Francisco, com vocal feminino e que considero como uma das mais originais da época. Faziam um som pesado, intenso, criativo e melódico, mas com um certo tom de dramaticidade. O tipo de som que vai crescendo a cada vez que se ouve. Formado em 1978, o grupo começou com o baterista Louis Gwerder e o … Continuar lendo VKTMS, vítimas do destino

The Nips e o “punkabilly” de Shane McGowan

Shane McGowan é muito conhecido por liderar o The Pogues e por sua acentuada tendência ao alcoolismo. Mas antes foi um punk bastante ativo no boom da cena londrina, quando montou o Nipple Erectors juntamente com a baixista Shanne “Skratch” Bradley, que mais tarde adotou o apelido de Dragonella. Completavam a primeira formação o guitarrista Roger Towndrow e o baterista Arcane Vendetta. Essse quarteto realizou … Continuar lendo The Nips e o “punkabilly” de Shane McGowan

The Dils, na raiz do punk californiano

Formado em 1976 pelos irmãos Chip e Tony Kinman, o The Dils foi uma das bandas mais ativas nos primórdios do punk californiano. No início, era uma banda de rock de garagem, com quatro integrantes, mas depois que Chip e Tony viram um show do Damned, os rumos musicais e, principalmente, a atitude da banda mudaram. Além de cortarem os cabelos, passaram a escrever letras … Continuar lendo The Dils, na raiz do punk californiano

UK Subs, subversão à inglesa

Nick Garrat, Paul Slack, Charlie Harper e Pete Davies, a formação clássica do UK Subs   “UK Subs”, que pode ser traduzido como “Subversivos do Reino Unido”, é um dos grupos punks mais conhecidos do universo (sim, se há vida em outros lugares – e tenho certeza que há – o som deles deve ter ecoado por lá). Não há punk que não conheça a banda, … Continuar lendo UK Subs, subversão à inglesa

The Sillies, da época em que éramos sujos e safados

Detroit é o berço do punk. Foi lá que nasceram Stooges e MC5, grupos que com seu estilo de rock agressivo e acompanhado de atitude rebeldes, quase criminosas (afinal, era apenas música), foram fundamentais para  que viria a ser o punk. Milhares de bandas em todo o planeta deram continuidade, nas mais variadas formas, ao som sujo, pesado e com letras ofensivas ou politizadas dessas duas … Continuar lendo The Sillies, da época em que éramos sujos e safados

The Ruts: eles tinham algo a dizer

The Ruts foi a banda que tinha alguns dos músicos mais talentosos da “segunda onda” punk inglesa. Fazia um som ao mesmo tempo pesado e bem trabalhado, com boas letras, politizadas, mas sem panfletarismo, afinal, seus integrantes estavam longe de serem militantes, mesmo tendo feito muitos shows no circuito Rock Against Racism. Uma das características mais marcantes do Ruts é que era bastante influenciado pelo … Continuar lendo The Ruts: eles tinham algo a dizer

Xtraverts, o “Sex Pistols de High Wycombe”

O Xtraverts foi criado em 1976 por Nigel Martin (vocal) e Mark Reilly (guitarra), na cidade de High Wycombe (47km a noroeste de Londres). A primeira formação foi completada por Carlton (baixo) e Tim Brick (bateria). Com um som que captava muito bem o espírito de revolta no início do punk, o Xtraverts logo conquistou muitos seguidores e a fama de “Sex Pistols de High … Continuar lendo Xtraverts, o “Sex Pistols de High Wycombe”

The Controllers, fora de controle

The Controllers é uma das bandas pioneiras da cena punk na Costa Oeste dos EUA. Formado em 1977 e extinto dois anos depois, o grupo sequer chegou a gravar um álbum, ou fazer uma turnê. Apresentaram-se poucas vezes fora dos limites de Los Angeles e San Francisco, o que certamente contribuiu para que acabassem esquecidos e ficassem de fora de muitos livros e coletâneas sobre … Continuar lendo The Controllers, fora de controle